
Prisão é a segunda “queda” na vida política de Arruda
Governador do DF foi preso por tentativa de suborno. Em 2001, ele fraudou painel do Senado
A prisão de José Roberto Arruda é a segunda “queda” dele na política. Em 2001, Arruda foi acusado de fraudar o painel do Senado. Agora, o governador afastado do Distrito Federal é acusado de tentativa de suborno a testemunhas do mensalão do DEM. Arruda seria o chefe do esquema de pagamento de propina no Distrito Federal.
O jornalista conta que não faria as acusações sem prova e alega ter arquivos de áudio e vídeo que comprometem Arruda e registram todo o assédio sofrido por ele. Sombra não gosta que o episódio seja chamado de tentativa de “suborno” e afirma que o melhor termo para designar a atuação dos aliados de Arruda seria “tentativa de cooptação”.
Painel do Senado
Arruda foi eleito governador do DF em 2006, cinco anos depois de se envolver no escândalo de quebra de sigilo do painel do Senado. Arruda, então no PSDB, era líder do governado Fernando Henrique Cardoso.
Junto com Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), Arruda foi acusado de fraudar a votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão. Apesar de a votação ser secreta, o sigilo foi quebrado e senadores que votaram pela cassação eram constrangidos pela base do PMDB.
Arruda negou as acusações de fraude, subiu à tribuna e jurou até por seus filhos que era inocente. Dias depois, com as fortes evidências da quebra de sigilo do painel, Arruda renunciou ao cargo e livrou-se da cassação do mandato, que poderia torná-lo inelegível por nove anos.
Após sair do senado, Arruda deixou o PSDB e filiou-se ao DEM. Um ano depois, Arruda voltou ao Congresso como deputado federal. Em 2006, foi eleito governador.